Ouçam agora vocês, ricos! Chorem e lamentem-se, vendo a miséria que vem sobre vocês. A riqueza de vocês apodreceu, e as traças corroeram as suas roupas. Seu ouro e prata enferrujaram, e a ferrugem deles testemunhará contra vocês e como fogo vai devorar sua carne. Vocês acumularam riqueza nestes últimos dias.
Vejam, o salário que vocês não pagaram dos trabalhadores que ceifaram sua terra está clamando contra vocês. O lamento dos trabalhadores chegou aos ouvidos do Senhor. Vocês viveram luxuosamente na terra, desfrutando prazeres, e fartaram-se de comida no dia do abate. Vocês condenaram e assassinaram o inocente, que não estava se opondo a vocês.
— Tiago 5:1-6
“Diz que é da paz mas fala em socar nazistas!“
Afinal, uma sociendade, pra ser tolerante, deve tolerar a intolerância?
APAPORRA, a resposta é NÃO!!
Se uma sociedade tolera pessoas que pregam a intolerância - pessoas anti-pobres, anti-mulheres, anti-judeus, anti-negros - essa sociedade abre o espaço para que a tolerância em si seja engolida.
Por mais paradoxal que seja, defender a tolerância exige NÃO TOLERAR O INTOLERANTE.
Charge do Duke:
Sala de aula.
Professora: “Joãozinho tinha 12 laranjas e resolveu dividir com três amigos em quantidades iguais…”
Um aluno com raiva: “Doutrinação comunista! Vou ligar pro meu pai!”
Hoje completa 26 anos do massacre do Carandiru, que ocorreu um dia depois do “Diário de um Detento”, música do mano Brown, que inclusive cai no vestibular.
111 mortos. A perícia comprovou que os presos foram executados nas celas, 70% dos tiros na cabeça e uma média de 5 tiros por preso. A Polícia Militar alegou legítima defesa.
O Coronel Ubiratan, que comandou a ação, foi condenado a 632 anos de prisão, recorreu e saiu livre. No ano seguinte se elegeu deputado estadual com o número 14.111.
Em 2016, a 4ª Câmara do Tribunal de Justiça de SP anulou o júri dos policias envolvidos no massacre do Carandiru. Foi essa mesma Câmara que emitiu a decisão que abriu o precedente da prisão em segunda instância - antes do trânsito em julgado.
Hoje, assim como no dia do massacre do Carandiru, estamos às vésperas das eleições.
Bolsonaro segue entre os primeiros nas pesquisas de intenção de voto defendendo abertamente a violência policial.
Dória, também liderando no governo de São Paulo, acordou e deu uma entrevista dizendo: “a partir de janeiro, a polícia vai atirar pra matar”.
Enfim, como já disseram por aí, o otimista é apenas um mal informado.